7 de out. de 2021

Mãos


Ao entardecer, quando o sol já beijava o horizonte

Foi que vi a tempestade se formando

As nuvens escureceram e os trovões retumbaram

Minha preocupação era, disso te manter distante

Não suportaria ver um raio te atingindo

Meu medo foi que as ondas te levassem

Em meio a tempestade que chegou, me vi imóvel

Paralisado pelo temor, não percebi que de sua mão estava soltando

Não ouvi, de ti, nenhum pedido de socorro

Mas, cego pelo medo não ouvi o seu silêncio tangível

Distante de seu perfume, não senti você se afastando

Quando a tempestade passou e vi que você já não estava ali

Busquei, desesperadamente, uma referência

Tentei te encontrar, tentei te ver... um contato virtual e cheguei até ti

Magoada pela tempestade e ferida por eu não ter mantido minha mão na sua

Seu olhar era distante e sua voz uma lembrança

Agora seu sorriso, só em minha memória, a tristeza estrua

22 de set. de 2021

Te encontrei, no caminho, com esse seu sorriso..


 Em plena pandemia, cercados de medos e incertezas, sua presença era constante...

Uma presença forte, intensa e quente. Como o sol, não podia ser tocada...

Mas podia ser sentida, vivida e consumida... Você estava aqui, mesmo que distante.

Seu carinho e seu olhar atravessavam as horas, o vazio, a lonjura sólida

E, como uma brisa de primavera, acariciavam meu rosto moldando um sorriso bobo.

Seu “Bom dia” me despertava para a vida, para o que viria

O “boa tarde” empurrava os ponteiros do relógio até o “boa noite”... era assim o tempo todo

Eram momentos, eram vidas eram eras... era o que a gente queria

Quando, de fato, nos encontrávamos... não havia chão, não havia céu

Havia sincronismo cardíaco, ritmado a 200bpm. Havia fogo. Havia o toque.

O toque, a pele, o cheiro, a amizade, o amor palpável

Aqueles sempre foram momentos mágicos... momentos em que o calor fundia nossas almas

Almas que esqueciam os riscos e superavam os desafios mais insanos

Era torcida, era carnaval, era espetáculo,  eram palmas... eram planos.






17 de nov. de 2016

É repetitivo, é cíclico e é novo

Algumas coisas em nossas vidas se repetem... com alguma variação, mas em geral são repetidas. Ainda que com novos nomes, novos endereços, novas cores ou com um cheiro diferente... são repetidas. Apesar de termos consciência de que aquilo é algo já vivido... sentimos como se fosse a primeira experiência... um detalhe é suficiente para dar um novo sabor ao arroz que sempre foi feito da mesma forma.

É assim esse nosso caminho... são assim essas pedras que parecem nos perseguir... é assim essa sombra e essa fonte em que tropeçamos de ciclo em ciclo... é mais uma lei natural que um acidente em si... não sei explicar, aliás, não sei se quero saber explicar. Nem sei se "isso" precisa ser entendido. Basta que seja sentido... que seja intrínseco ao "existir".

Dito isso, vamos seguir com o sentimento...

17 de nov. de 2011

Retomando o caminho


Depois de algum tempo, me vem esse suspiro rabiscado. Esse espasmo transcrito.
Aqui estou... l e t r a a p ó s l e t r a ... Despindo minha alma, um centimetro mais, para vocês que de quando em quando olham para este pedaço desafortunado de bits.

Quando criei este Blog, foi para aliviar a alma, dividir as dores e compartilhar meus sorrisos... em alguns momentos dividi interesses e em outros passei recados bem direcionados, né?! ;-P

Bom, estou indo... não sei bem para onde, mas estou indo. Evoluindo, seria melhor dizer... estou apaixonando menos, estou amando mais, estou vivendo. Vou tentar escrever um pouco mais... ainda não sei bem sobre o que, uma vez que não estou sofrendo tanto. :-P