28 de abr. de 2009

eRgo?!

Hoje eu acordei sem saber porque... mas sabia exatamente por quem!
Não me levantei para ver o sol, tampouco pra sentir a chuva... levantei, sim, os olhos para a vida que insistia em sorrir...

Ao sair da cama toquei acidentalmente o vazio, que como uma certeza sólida estava alí... frio, silencioso e imóvel. Neste ponto eu já me questionava sobre as consequências deste infortúnioe de imediato soube que elas me acompanhariam por dias e dias. Uma destas consequências, talvez a "pior", é o acionamento da maquinaria de reflexão - item responsável por criar, questionare ajustar qualquer padrão de comportamento aprendido ou observado. Desta forma, com as engrenagens em plena atividade, me questionei sobre alguns pontos, principalmente o seguinte:Lemos o que pensamos/sentimos ou pensamos/sentimos o que lemos? O que é causa e o que é efeito? Até que ponto nos comportamos embasado neste estado "momentâneo"?

Aguardo e procuro uma resposta....

16 de mar. de 2009

Catarse

Mais uma vez venho até meu espaço para sublimar (ok! É um termo psicanalítico, mas...) e expor insights (tá! mais um termo psicanalítico...NÃO ESTOU ME "CONVERTENDO"!!! Busco, apenas, facilitar o entendimento).
Estou triste sim...
É triste, mesmo, ver alguém que você gosta muito se afastar. É ainda mais triste quando se presencia um olhar, que outrora foi tão terno e presente, fugir de nossos olhos deliberadamente...


Quis muito acreditar que a causa do afastamento foi um mal entendido, uma discrepância de pontos de vista. Entretanto, estaria sendo simplista ao aceitar esta explicação. Contrariando minha natureza, utilizando de uma dedução lógica destoante em meu cotidiano, concluí que o ponto de vista que divergiu do meu é um comportamento aprendido e internalizado, consequentemente manifestado, causado por estímulos apresentados/fomentados por mim em contextos similares anteriores. Assim pesa sobre meus ombros a culpa por "pequenas" ações que se convergiram em uma consequência dolorosa ( "pequenas" pedras no caminho que foram se amontoando e dificultando o avanço). Assim, subjugado pelos fatos, resigno-me a um pedido de desculpas, já calejado pelo tempo e banalizado pela repetição, contudo carregado de sinceridade e carinho.


Bekümmert Fatherfloor, Bekümmert...


3 de mar. de 2009

\o/

Venho notado uma crescente ampliação na variedade e na intensidade de sentimentos se dissolvem ou solidificam no correr das horas.

Neste momento, quero falar de um sentimento em especial... a necessidade de contato. Podem chamar de carência afetiva se quiserem.. mas a carência que sinto é de contato e ponto!!!
Todos nós precisamos de contato... não vou falar de oxitocina ou nenhum outro hormônio. Vou simplesmente falar do que sinto, ou melhor... falarei do que me faz falta "o contato", mais especificamente o abraço, que para mim é a principal forma de contato.

O contato é tão presente no abraço que já se manifesta logo no primeiro estágio... O CONTATO visual. Aí já se antecipa o abraço, já se ajusta a abertura do peito, o tamanho do coração e a posição dos braços.

No próximo passo, onde somos apreendidos pelo olfato, somos invadidos por uma onda de lembranças, muitas vezes são rápidas demais para serem notadas, que revigoram o afeto.

Quero enfatizar agora, o curto espaço de tempo que precede a efetivação do contato físico... Aqueles poucos centímetros que separam os corpos... RECOMENDO: Em seu próximo abraço, note, atente, sinta... (prenda a respiração se for preciso) mas sinta... Notará o calor produzido pela troca de energia entre os corpos, da sincronização de sentimentos... Neste curto espaço de tempo pode-se sentir o entrelaçamento das almas...


Do abraço, em si...

É algo mágico, especial, comparável apenas à massagem nas mãos[ :) ]
Se durante o abraço vc tem aquela sensação de que pode apertar e apertar até os dois se fundirem em uma única partícula, vc já é capaz de perceber o poder que o abraço tem e o bem que ele proporciona...

Peço desculpas se fui incoerente, ou se meu discurso está incompleto... acho que a FALTA que sinto, está se expondo com outras faces..

12 de fev. de 2009

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS COISAS

Pois é.... quero falar um pouco de "coisas"....

Acho que as coisas são como são, não porque brotaram assim ou porque foram construídas deste jeito ou de outro. Acho, sim, que as coisas são, não porque tem que ser. Alguns dizem que não SÃO, mas ESTÃO. Que é um estado momentâneo e que, inevitavelmente, irá se transformar.

Na verdade nem acho que elas são... Para mim, percebemos as coisas por um prisma muito peculiar. Se as coisas SÃO, ou ESTÃO, de uma forma ou de outra, é porque as "vemos" assim. É importante ressaltar que este processo é dado por meio de um comportamento encoberto (ou inconscientemente, como diriam os "Freudianos").

Construímos nosso próprio eidos de cada coisa, com base na percepção que temos das mesmas, que por sua vez é construída ao longo de nossa existência. Considerando que o homem é um ser Bio-Sócio-Psico-Cultural (cabe um -histórico- aí no meio?!), podemos ter uma ideia do quão complexo, volúvel e extremamente indiviualizado é nosso mecanismo de percepção. Nem mesmo com todas as ferramentas de comunicação disponíveis hoje, conseguiríamos compartilhar, de maneira satisfatória, a percepção que temos de um sentimento.
Assim fica fácil entender as muitas divergências que encontramos, ou que nos encontram... Vale o exercício de observar as coisas por ângulos diferentes. Desta forma, compreenderemos melhor e/ou mais facilmente as diferenças, quero dizer... as diferentes formas de perceber as coisas.


......Tá certo que aqui eu posso delirar, mas caso eu tenha exagerado, ou o texto tenha ficado muuuuuuuuito confuso, por favor, vamos conversar. Ok?!


Sem mais, deixo a pergunta de uma pobre alma atormentada...

"O que, a partir daquilo que conhecemos, provem do observador e o que provem daquilo que é?" (Cornelius Castoriadis)